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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Produção de carne de frango no Brasil tem crescimento de 11% em 2010


produção brasileira de carne de frango totalizou 12,230 milhões de toneladas em 2010, alta de 11,38% em relação a 2009, quando foram produzidas 10,980 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (13/01) pela União Brasileira de Avicultura (Ubabef).
Ernesto de Souza
Produção de frangos no Brasil cresce em 2010 e se aproxima
da China, segundo maior fornecedor mundial.

Com este desempenho, o Brasil se aproxima da China, hoje o segundo maior produtor mundial, cuja produção de 2010 teria somado 12,550 milhões de toneladas, abaixo apenas dos Estados Unidos, com 16,648 milhões de toneladas, conforme estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda).

Segundo a Ubabef, o crescimento em 2010 foi impulsionado principalmente pelo aumento de consumo de carne de frango e pela expansão de 5,1% nas exportações. Como resultado da produção em 2010, o consumo per capita de carne de frango foi de 44 quilos no ano passado.

A produção de carne de peru foi de 337 mil toneladas no ano passado, contra 463 mil toneladas em 2009. Já aprodução de ovos totalizou 28,851 bilhões de unidades, equivalentes a 1,731 milhão de toneladas. Isto correspondeu a um consumo per capita de 148 ovos em 2010, ou 8,93 quilos. 
Exportações do setor avícola 
As exportações brasileiras do setor avícola somaram 4,024 milhões de toneladas em 2010, com uma receita cambial de US$ 7,392 bilhões. Essas estatísticas incluem carnes de frango, peru, pato, ganso e outras aves, além de ovos e material genético.

Os embarques de carne de aves (frango, peru, pato, ganso e outras) totalizaram 3,981 milhões de toneladas, gerando uma receita de US$ 7,244 bilhões. No caso da carne de frango, foi registrado um novo recorde histórico nos volumes, com embarques de 3,819 milhões de toneladas. Com esse resultado, o Brasil permanece na posição de maior exportador mundial de carne de frango, conquistada em 2004.

Para 2011, as projeções da Ubabef indicam crescimento de 3% a 5% nos embarques de carne de frango. Mas, segundo o presidente executivo da Ubabef, Francisco Turra, é difícil uma avaliação mais precisa sobre o comportamento das exportações do setor diante da questão do câmbio. “Já com relação ao mercado interno podemos esperar um crescimento moderado enquanto continuarem a escassez de carne bovina e o aumento do consumo da população”, disse.

Fonte: revista globo rural

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Criação de codornas

A codorna vem-se destacando, nos últimos tempos, como promissora criação de aves
adaptada às condições de exploração doméstica. Esta preferência é decorrente do crescente
aumento do consumo de ovos de codorna e do expcepcional sabor de sua carne, responsável
por iguarias finas e sofisticadas.


Do lado técnico-econômico, torna-se ainda mais atrativa, ao verificar-se o seu rápido
crescimento e atingimento da idade de postura, a sua elevada prolificidade e o seu pequeno
consumo de ração, conforme os dados zootécnicos que se seguem:
· Peso do pinto ao nascer: 10 gramas
· Peso da ave adulta: fêmea 150 gramas - macho 120 gramas
· Início de postura: 45 dias
· Período de produção: 10 meses
· Percentagem de postura: até 80%
· Ovos por ave por ciclo produtivo: 250 a 300 ovos
· Peso médio do ovo: 10 a 12 gramas
· Período de incubação: 16 dias
· Idade para abate: 45 dias
· Peso médio de abate: 120 gramas
· Consumo de alimento até o abate: 500 gramas
· A criação racional de codornas segue regras básicas de manejo, alimentação, sanidade e
instalações
Para obter sucesso na criação, o produtor precisa estar atento a tres cuidados básicos: aves de boa procedencia, ração de qualidade e manejo adequado, que inclui higiene e utilização de vitaminas e medicamentos, quando necessário. Por terem sido domesticadas  há pouco tempo, há cerca de um século, as codornas ainda mantêm características silvestres. São resistentes e se adaptam a condições ambientais diversas, mas se desenvolvem melhor em regioes de clima estável, com temperatura de 25 graus. Não gostam de sol e vento diretos e, quando vivem soltas, têm hábito de ficar escondidas no meio do mato. A criação pode ser iniciada com apenas 100 codornas, para consumo familiar,. Com mil ou duas mil aves, a lucratividade é pequena, mas é um bom número para começar. A quantidade recomendada para uma pequena granja é de cinco a dez mil aves. Nesse caso é aconselhável formar uma pequena clientela na região antes de comprar as aves, para não haver encalhe dos ovos.  É possível comprar aves ainda pequenas (a partir de um dia) ou ja adultas, prontas para a postura.
Baterias Além de ter um galpão disponivel, é preciso adquirir gaiolas, bebedouros, comedouros e uma chocadeira elétrica, pois as codornas não chocam. Cada gaiola (100 centímetros por 50 centímetros) comporta cerca de 36 aves. Pode-se utilizar o sistema de baterias, ou vertical, em que as gaiolas são sobrepostas. A principal vantagem desse é alojar um numero maior de aves. Em um galpão de 30 metros de comprimento e cinco metros de largura, por exemplo, cabem até dez mil codornas. Além disso, os dejetos ficam depositados em bandejas, facilitando a retirada. O sistema piramidal, com estrutura no formato de pirâmide, é mais utilizado em galpões menores. Nele os dejetos das aves caem no chão e ficam armazenados embaixo das gaiolas. Se o piso for de concreto, a limpeza deve ser feita semanalmente; se o chão for de terra, a limpeza pode ser feita em intervalos maiores.
As codornas começam a botar com 45 dias, e até os 12 ou 14 meses, põem um ovo por dia. Os ovos são vendidos para supermercados e restaurantes. Na região do sul do país é bastante comum encontrá-los no comércio já cozidos e em forma de conserva. Os ovos de codorna são ricos em proteínas, possuem grande quantidade de vitamida B1 e B2, ferro, manganês, cobre, fósforo e calcio. Além disso os níveis de colesterol são baixos. A exploração de codornas para corte no Brasil ainda é pequena. Apesar da procura pela carne estar aumentando, o preço ainda é alto. Para o pequeno produtor, os custos de instalação são elevados, pois como se trata de abate de animais é preciso seguir as normas de higiene e saúde exigidas pelo Ministério da Saúde. Todo o processo de abate precisa ser mecanizado, a câmera frigorífica é obrigatória e as instalações devem seguir um padrão. Por isso, esse segmento encontra-se atualmente concentrado nos grandes frigoríficos. Outra possibilidade de exploração da atividade é a produção de codornas de um a 35 dias, para a venda.
Para você caro leitor que deseja algo para aplicar em sua propriedade que proporcione um lucro sem muitos investimentos em um curto tempo, a criação de codornas é uma ótima opção, além de não exigir um amplo espaço para a criação.


Fonte: Revista Globo Rural