segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Aumento de 67,5% no milho preocupa suinocultor paulista

O presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira Júnior, mostra preocupação com a alta de custos no setor.

O milho, que conforme a APCS, representa cerca de 65% do custo de produção do suíno, atingiu R$ 32,25/saca de 60 quilos esse mês contra R$ 19,25/saca de  janeiro de 2010, aumento de 67,5%.

Para Ferreira, um dos fatores que elevou o preço do grão foi a  exportação, que cresceu cerca de 39%, atingindo o volume recorde de 10,8 milhões de toneladas, contra 7,78 milhões de toneladas de 2009.

Na segunda (24/01), o suíno foi negociado a R$ 52/54,00 arroba, na Bolsa Paulista, contra R$ 55/56,00 arroba da semana anterior.



Fonte: Portaldoagronegócio

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Precocidade e fertilidade agregam valor ao gado de leilão, afirma pesquisa

Uma pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP, avaliou o impacto dos atributos de qualidade em tourinhos de elite da raça nelore, comercializados em leilão. O resultado apontou que os itens que mais contribuem para a formação do preço dos animais em questão são a precocidade e a fertilidade. Para o autor do estudo, Yuri Calil, se o produtor focar a seleção nesses dois elementos, vai conseguir agregar valor ao rebanho. 

Para avaliar o quão precoce e fértil é um touro nelore, é preciso saber o perímetro escrotal do animal, o peso no desmame, o peso ao completar um ano, a musculosidade e o aprumo. No estudo, os bovinos que tinham sido classificados como excelentes (em precocidade e fertilidade) obtiveram um valor 11% superior, nos leilões, em relação aqueles classificados como muito bons. 

Segundo Calil, “o estudo apresenta uma ferramenta que todos os pecuaristas podem utilizar para estabelecer seus critérios de seleção, bem como montar estratégias em seus leilões”. Para ele, a importância da pesquisa reside no fato de que ela identifica os aspectos que mais valorizam os animais destinados à comercialização em leilão, que muitas vezes são responsáveis por boa parte da renda do pecuarista.



fonte: globo rural

Selo de procedência valoriza carne em até 40%

Registro de indicação geográfica certifica qualidade dos cortes mais nobres
O Pampa Gaúcho é conhecido como a “terra do churrasco”. Os produtores da região querem ser identificados não somente pelo sabor da carne preparada, mas também pela boa procedência do que vai para a churrasqueira.  Desde 2006, 73 produtores usam o registro de Indicação Geográfica fornecido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). O selo certifica a qualidade da carne local em que os produtores se orgulham de não utilizar tempero. Juntos, os criadores da região reúnem um rebanho bovino de mais de cem mil cabeças. 


O selo garante valorização de até 40% no preço da carne, segundo o secretário-executivo da Associação dos Produtores de Carne do Pampa Gaúcho da Campanha Meridional (ProPampa), Rogério Jaworski. Só os cortes mais nobres recebem a etiqueta. 

A entidade mostra que a aceitação do produto tem sido positiva. Uma pesquisa de 2009 com 250 restaurantes e 50 atacadistas de todo o Brasil informa que 94% deles acham extremamente importante o selo de origem e a preservação ambiental. O levantamento foi feito pela ONG internacional Alianza Del Pastizal.

O produtor Fernando Adauto Loureiro de Souza atesta os resultados do estudo. Ele é dono de uma área de mil hectares onde pastam 1,2 mil bois. “Visitamos a Europa e vimos que os produtos de áreas com Indicação Geográfica levam um tempo para deslanchar. Mas, a indicação agrega valor ao produto e à região. Mexe com o brio do produtor. Passamos a ter um reconhecimento pelo diferencial que oferecemos”, afirma.

Para conquistarem o selo de Indicação Geográfica, os empresários se submetem a um programa de avaliação de conformidade, que analisa desde o processo de produção até o resultado final. Para ter o registro,  a carne deve ser originada de gado que se alimente exclusivamente de pastagens nativas, nativas melhoradas ou cultivadas de inverno, num regime de criação extensivo. Os animais têm de ser rastreados desde o nascimento. A carne produzida dentro desses conceitos obtém o selo do Inpi.

Fonte: Sebrae

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Padrão racial Quarto de Milha

APARÊNCIA - de força e tranquilidade. Quando não trabalhando, deve conservar-se calmo, mantendo a própria força sob controle. Na posição parado, mantém-se reunido, com os posteriores sob a massa, apoiando nos quatro pés, podendo partir rapidamente em qualquer direção.
PELAGEM - admite-se que a pelagem do Quarto de Milha possa ser alazã, alazã tostada, baia, baia amarilha ou palomina, castanha, rosilha, tordilha, lobuna, preta e zaina. Não serão admitidos, para registro, animais pampas, pintados e brancos, em todas as suas variedades.
ANDAMENTO - harmonioso, em reta, natural, baixo. O pé é levantado livremente e recolocado de uma só vez no solo, constituindo-se no trote de campo.
ALTURA - são cavalos cuja altura é, em média, de 1,50 m. São robustos e muito musculados.
PESO - 500 quilogramas, em média.
CABEÇA - pequena e leve. Em posição normal, deve-se ligar ao pescoço em ângulo de 45º. Perfill anterior reto.
FACES - cheias, grandes, muito musculosas, redondas e chatas, vistas de lado; discretamente convexas e abertas de dentro para fora, vista de frente, o que proporciona ganachas bem mais largas que a garganta. Desta forma, a flexão da cabeça é muito acentuada, permitindo grande obediência às rédeas.
FRONTE - ampla.
ORELHAS - pequenas, alertas, bem distanciadas entre si.
OLHOS - grandes e, devido ao fato de a testa ser larga, bem afastados entre si permitindo um amplo campo visual, tanto para a frente como para trás, ao mesmo tempo, com o mesmo olho.
NARINAS - grandes.
BOCA - pouco profunda, permitindo grande sensibilidade às embocaduras.
FOCINHO - pequeno.
PESCOÇO - comprimento médio. Deve inserir-se no tronco em ângulo de 45º porém, bem destacado do mesmo. Somente a JUNÇÃO entre o pescoço e a cernelha deve ser gradual.
O BORDO INFERIOR - do pescoço é comparativamente reto e deve destacar-se nitidamente do tronco assegurando flexibilidade.
O BORDO SUPERIOR - é reto, quando o cavalo está com a cabeça na posição normal.
GARGANTA - estreita, permitindo grande obediência às rédeas.
MUSCULATURA - bem pronunciada, tanto vista de lado, como de cima. As fêmeas têm pescoço proporcionalmente mais longo, garganta mais estreita e desenvolvimento muscular menor. O Quarto de Milha, quando em trabalho, mantém a cabeça baixa, podendo, assim, usá-la melhor e permitindo ao cavaleiro uma perfeita visão sobre ela.
TRONCO - da cernelha ao lombo deve ser curto e bem musculado: Não "selado" especialmente nos animais de lida. Isto permite mudanças rápidas de direção e grande resistência ao peso do cavaleiro e arreamentos. De perfil, é aceitável o declive gradual de 5º a 8º da garupa à base da cernelha. O vértice da cernelha e a junção do lombo com a garupa devem estar aproximadamente no mesmo nível.

CERNELHA - bem definida, de altura e espessura médias.



DORSO - bem musculado ao lado das vértebras e, visto de perfil, com muita discreta inclinação de trás para frente. Tendo aparência semi-chata, o arreamento comum deve cobrir toda essa área.

LOMBO - curto, com musculatura acentuadamente forte.
GARUPA - longa, discretamente inclinada, para permitir ao animal manter os posteriores normalmente embaixo da massa (engajamento natural).
PEITO - profundo e amplo. O peito visto de perfil, deve ultrapassar nitidamente a linha dos antebraços, estreitando-se porém, no ponto superior da curvatura, de forma a diferenciar-se nitidamente do pescoço. Vista de frente, a interaxila tem forma de "V" invertido, devido à desenvolvida musculatura dos braços e antebraços.
TÓRAX - amplo, com costelas largas, próximas, inclinadas, elásticas. O cilhadouro deve ser bem mais baixo que o codilho.
Membros Anteriores
ESPÁDUA - deve ter ângulo de aproximadamente 45º , denotado, equilíbrio e permitindo a absorção dos choques transmitidos pelos membros.
BRAÇOS - musculosos, interna e externamente.
ANTEBRAÇOS - o prolongamento da musculatura interna dos braços proporciona ao bordo inferior do peito, quando visto de frente, a forma de "V" invertido, dando ao cavalo a aparência atlética e saudável. Externamente, a musculatura do antebraço também é pronunciada. O comprimento do antebraço é um terço a um quarto maior que a canela.
JOELHOS - vistos de frente são cheios, grandes e redondos; vistos de perfil, retos e sem desvios.
CANELAS - não muito curtas. Vistas de lado, são chatas, seguindo o prumo do joelho ao boleto; vista de frente, igualmente sem desvios.
QUARTELAS - de comprimento médio, limpas, em ângulo de 45º, idêntico a da espádua, e continuam pelos cascos com a mesma inclinação.
CASCOS - de tamanho médio, formato aproximadamente semi-circular, com talões bem afastados, sem desvios.



Membros Posteriores




COXAS - longas, largas, planas, poderosas, bem conformadas, fortemente musculadas, mais largas que a garupa.

SOLDRA - recoberta por musculatura bem destacada, poderosa.
PERNAS - muito musculosas. Essencialmente importante é o desenvolvimento muscular homogêneo, tanto interna, quanto externamente.
JARRETES - baixos. Por trás, são largos, limpos, aprumados; de perfil, largos, poderosos, estendendo-se em retaaté os boletos.
CANELAS - mais largas, discretamente mais longas e mais grossas que as anteriores. De lado, são chatas. São convenientes canelas mais curtas, tornando o jarrete mais próximo do solo, permitindo voltas rápidas e paradas curtas.

Fonte: ABQM

Correção da acidez do solo (calagem)

A maioria dos solos do Paraná são ácidos, ou seja, apresentam grande concentração de íons hidrogênio e/ou alumínio no solo. A acidez dos solos promove o aparecimento de elementos tóxicos para as plantas (Al) além de causar a diminuição da presença de nutrientes para as mesmas. As conseqüências são os prejuízos causados pelo baixo rendimento produtivo das culturas. Portanto, a correção é considerada como uma das práticas que mais contribui para o aumento da eficiência dos adubos e conseqüentemente, da produtividade e da rentabilidade agropecuária.


A correção adequada do pH do solo é uma das práticas que mais benefícios traz ao agricultor, sendo uma combinação favorável de vários efeitos dentre os quais mencionam-se os seguintes:
• eleva o pH;
• fornece Cálcio e Magnésio como nutrientes;
• diminui ou elimina os efeitos tóxicos do Alumínio, Manganês e Ferro;
• diminui a "fixação" de fósforo;
• aumenta a disponibilidade do NPK, cálcio, magnésio, enxofre e Molibdênio no solo;
• aumenta a eficiência dos fertilizantes;
• aumenta a atividade microbiana e a liberação de nutrientes. tais como Nitrogênio, fósforo e boro, pela decomposição da matéria orgânica;
• aumenta a produtividade das culturas como resultado de um ou mais dos efeitos anteriormente citados.



Muitos materiais podem ser utilizados como corretivos da acidez do solo. Os principais são: cal virgem, cal apagada, calcário calcinado, conchas marinhas moídas; cinzas; calcário (sendo este o mais utilizado, etc). Tanto a eficiência como o preço é bastante variado para cada tipo de corretivo.


Corretivos com qualidade baixa são em geral mais baratos mas em compensação, devem ser usados em quantidades maiores para corrigir a acidez dos solos. O aumento da quantidade também aumenta o custo do transporte até a propriedade, bem como o custo da aplicação por área de terra corrigida. Assim, o custo final da correção da acidez do solo com um corretivo barato, mas de baixa qualidade, pode ser maior do que com um corretivo mais caro, mas de melhor qualidade. Portanto o corretivo mais vantajoso para o agricultor e que deverá ser o escolhido, é aquele que corrige a acidez dos seus solos pelo menor custo. Assim, a qualidade e o custo posto na lavoura são os dois pontos fundamentais que o agricultor deve considerar na escolha do corretivo.


A efetividade do corretivo é dado pelo valor do PRNT, ou seja, poder relativo de neutralização total. Quanto maior for o seu PRNT, ou quanto mais próximo de 100 ele for, mais rápido e mais efetivo este corretivo será.


Somente através da análise química do solo pode-se chegar à quantidade de calcário a aplicar, portanto a falta ou o excesso podem prejudicar as plantas.


Para obtermos os efeitos esperados, o calcário deverá ser aplicado, três meses, ou mais, antes de qualquer cultura para que o corretivo tenha o tempo necessário para neutralizar a acidez do solo com eficácia.


Recomendamos efetuar a distribuição o mais uniforme possível, prática que muito depende da maquinaria disponível. Porém, a distribuição com espalhadeiras que aplicam o calcário em linhas próximas sobre o solo representam, atualmente, a melhor alternativa.
Uma boa incorporação do calcário no solo é fundamental para que seja eficiente, ou seja, reaja com a maior quantidade possível de solo em menor tempo.
Dependendo das condições de tempo e de maquinaria disponível, recomendamos ainda, fazer a incorporação do calcário das seguintes formas:


Para quantidades iguais ou inferiores a 4 toneladas por hectare (t/ha), fazer a aplicação toda de uma só vez, e logo após gradear. Em seguida arar e novamente gradear.


Para quantidades superiores a 4 t/ha recomenda-se dividir a aplicação, colocando-se a metade no primeiro ano de cultivo e o restante no ano seguinte.
Quando utilizadas as doses recomendadas, o efeito da calagem é igual ou superior a 5 anos.
Isto quer dizer que novas aplicações de calcário só deverão ser feitas após este período, mediante nova análise de solo.

Devemos observar que o calcário é apenas um corretivo da acidez do solo e não adubo.



Fonte: Unioeste Engenharia Agrícola