Pequena no tamanho, mas de grande valor, a chinchila tem na criação para abate uma atividade muito rentável. Como animal de estimação, o mamífero roedor também tem seus encantos. Dócil, amigável e brincalhão, é visto como um companheiro comportado e se adapta bem à vida em gaiolas e viveiros. Sem muitos custos de manutenção, a criação é uma ótima opção para obter lucro em quatro anos.
Sobretudo no mercado internacional, as peles de chinchila alcançam preços altos, devido à elevada demanda. Os brasileiros são um dos principais produtores do material. A mercadoria nacional tem interesse destacado nos países europeus, asiáticos e da América do Norte. O rigoroso inverno dessas regiões é o clima adequado para aproveitar o aconchegante calor oferecido pelas roupas costuradas com peles de chinchila.
Por contarem com uma densa camada, os pelos da chinchila são resistentes e têm boa capacidade de aquecimento. Com mais de 30 tons, o cinza-azulado é o mais cobiçado pela indústria da moda. Com toque macio e leve, os pelos finos do animal dão caimento perfeito para o feitio de casacos, estolas e outros artigos têxteis.
Originária da região dos Andes entre Peru, Bolívia, Chile e Argentina, a chinchila já teve sua pele usada como vestimenta por índios e civilizações antigas. Em cativeiro, a atividade foi disseminada, na década de 1920, a partir da iniciativa de um criador americano – que contribuiu para evitar a extinção da espécie, que, à época, era ameaçada pela indiscriminada caça predatória.
Aqui, a produção é mais encontrada nos estados da Região Sul, além de São Paulo e Rio de Janeiro. Em locais com temperaturas muito altas – que podem causar o surgimento de fungos no animal –, a recomendação é usar ar-condicionado no ambiente de criação. Embora a chinchila seja rústica, a boa higiene do viveiro, a presença de ventilação e a alimentação de qualidade contribuem para o conforto e impedem condições de estresse.
Com 25 a 30 centímetros de comprimento e peso de até 800 gramas, a chinchila é ativa à noite, enquanto que durante o dia passa mais tempo dormindo. A alimentação é à base de ração e plantas, pois ela é herbívora, e, como trata-se de um roedor, materiais para gastar os dentes são bem aceitos. Por esse mesmo motivo, é bom que equipamentos e acessórios nas instalações de criação sejam de metal. Pertencente à família Chinchilidae, a chinchila pode viver até 15 anos sem exigir muitos cuidados.
*Carlos Peres é presidente da Achila (Associação Brasileira dos Criadores de Chinchila Lanígera), Av. Francisco Matarazzo, 455, CEP 05001-300, São Paulo, SP, tel. (11) 3865-9237, 4667-1324 e 9199-0539, achila@achila.com.br,www.achila.com.br
Onde adquirir: a Achila indica vendedores em todo o país
Mais informações: há várias entidades regionais representativas, como a Asbrachila (Associação Sul Brasileira de Criadores de Chinchila); Achilerj (Associação dos Criadores de Chinchila do Estado do Rio de Janeiro); a Aparchila (Associação Paranaense de Criadores de Chinchilas); e a Ascachila (Associação Catarinense dos Criadores de Chinchila)
Fonte: Globo Rural
domingo, 20 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Manejo de bezerros
O programa de manejo de bezerros recém-nascidos até a desmama é fundamental para assegurar o bom desempenho dos animais após a desmama além de que nesta fase, ocorrem os maiores problemas de mortalidade de animais. Da mesma forma que animais adultos (produção vs manutenção), a demanda nutricional de bezerros é subdividida em duas categorias: demanda protéica e energética de manutenção e demanda protéica e energética de crescimento. A demanda de manutenção pode ser descrita como a quantidade de energia e proteína necessária para atender às necessidades funcionais do organismo e está associada ao tamanho corporal, ou seja, quanto maiores forem os bezerros, maiores serão suas exigências de manutenção (funções vitais). A demanda de crescimento, por sua vez, está associada à quantidade de nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento de tecidos corporais. Assim como animais adultos, em bezerros, a primeira exigência a ser atendida é a de manutenção. Uma vez atendida a necessidade de energia e proteína para manutenção, o excedente de nutrientes passa a ser utilizado no crescimento.
Os bezerros nascem sem resistência a doenças e portanto necessitam adquirir resistência, a partir da ingestão de colostro. A alimentação com colostro (o primeiro leite secretado após o parto) é crítico nas primeiras 24 horas de vida. A absorção de anticorpos rapidamente declina após o nascimento, com 2/3 dos anticorpos ocorrendo na alimentação animal. O colostro também tem um importante papel no controle da atividade microbiana danosa a nível de intestino.
A qualidade do colostro é baixa em vacas de primeira e segunda lactações, vacas mal manejadas no pré-parto e sob condições ambientais de estresse.
Devido a importância do bezerro ingerir a quantidade adequada de colostro (3,5 litros) o mais rápido possível após o nascimento, é importante certificar se o bezerro irá mamar ou ingerir o colostro. A utilização de mamadeiras ou baldes para os bezerros é mais desejável que deixar o bezerro mamar, pois desta forma se conhece a quantidade consumida. Algumas pesquisas tem mostrado que entre 40 e 50% dos bezerros ou não mamam ou não consomem a quantidade de imunoglobulinas necessárias à proteção de doenças.
Uma questão amplamente debatida refere-se a quantidade ideal de leite a ser fornecida para o desenvolvimento de bezerros. Tradicionalmente, em função de diversos resultados experimentais, tem-se adotado, como padrão, o fornecimento de 4 litros/dia. De acordo com os dados apresentados em pesquisas, comparando o crescimento de bezerros submetidos a diferentes quantias diárias de leite, não encontramos diferenças no desenvolvimento de bezerros alimentados com 4 litros de leite em relação a animais submetidos a doses maiores de leite/dia. Entretanto, a recomendação básica, de acordo com pesquisas mais recentes, seria o fornecimento associado ao peso corporal, ou seja, uma dieta líquida representando 12% do peso dos bezerros (peso vivo). Assim, por exemplo, um animal com 45 Kg deveria, teoricamente, receber 5,4 kg de leite/dia. Desta forma, devemos ter em mente que, ao padronizarmos a oferta de leite para bezerros, de uma forma ou de outra, estaremos sub ou superalimentando um determinado animal.
É importante ter conhecimento que o aporte de energia atua como fator limitante no crescimento. Em outras palavras, um animal consumindo energia além da sua necessidade de manutenção utiliza o excedente na conversão protéica da dieta em tecido corporal. O fornecimento de pouca energia ou um desbalanceamento na quantidade de energia e proteína na dieta de bezerros atua, também, como fator limitante no desenvolvimento dos mesmos.
Para o animal recém-nascido, o objetivo deve ser de fazer com que seu rúmen venha a se tornar funcional o mais rápido possível. O desenvolvimento ruminal está associado a desenvolvimento das papilas deste compartimento estomacal, via suprimento de ácidos graxos voláteis, especialmente propionato, vindo do fornecimento de concentrado. Uma ração de alta qualidade precisa ser oferecida aos animais a partir de 3 a 7 dias de idade. Pequenas quantidades oferecidas e recusadas devem ser removidas do cocho para manter a ração fresca. Pesquisas com altos níveis de proteína não degradada e gordura são variáveis. A adição de uma fração fibrosa a uma dieta inicial de bezerros pode auxiliar no atendimento das exigências iniciais de feno (antes de um mês de idade).
Nas condições nacionais, existe uma grande diversidade de procedimentos na forma de criação de bezerros, dificultando a adoção de critérios adequados para desamamentar. Dessa forma, a desmama pode ser feita com base na idade da cria, na quantidade de ração consumida diariamente no ganho de peso, no peso corporal e na combinação desses critérios. Há evidências de que o impacto da desmama é menos severo nas crias quando estas são desmamadas com base no peso vivo (tamanho corporal) do que de acordo com a idade, pois permite que essa prática ocorra mais próximo de uma idade fisiológica mais eqüitativa das crias.
Geralmente, a desmama é realizada quando o animal está ingerindo por volta de 1 Kg de concentrado/dia. Desta forma, quando desmamadas, as bezerras estarão consumindo uma quantidade de concentrado suficiente para atender às suas exigências nutricionais. Quando o manejo de bezerras é bom e o concentrado é de boa qualidade, isso pode ocorrer em torno de 6 à 8 semanas de vida. Quando o consumo de concentrado é abaixo de 500 g/dias o rúmen ainda não está completamente desenvolvido e caso a bezerra esteja consumindo forragens, ao contrário de que muitos pensam, esse desenvolvimento ainda é mais comprometido
O fornecimento de forragem também é importante para o desenvolvimento do rúmen, entretanto, o seu consumo depende da sua qualidade. Muitos produtores adotam o manejo do fornecimento de feno para esta categoria animal. No entanto, o fornecimento de material de baixa qualidade (elevado FDN), devido a baixa eficiência (baixo consumo), torna-se ineficiente e mais caro que o fornecimento de concentrado.
Fonte: Rural Pecuária
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Ano deve ser bom para setor de carne bovina, avalia CNA
O ano de 2011 tem tudo para ser muito bom para o setor decarne bovina do país, de acordo com informações apresentadas nesta quinta-feira (10/02) pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A previsão do Fórum Permanente de Pecuária de Corte da instituição é de que as exportações de carne bovina somem 2 milhões de toneladas neste ano, aumento de 25% em relação a 2010.
A União Europeia vem retomando lentamente as compras de carne bovina in natura brasileira, produto que sofreu embargo, no início de 2008, por inadequações no sistema nacional de rastreabilidade do gado. A diminuição drástica das exportações para o bloco econômico, no entanto, está sendo compensada pelo crescimento de mercados que importam carnes menos nobres, a um preço menor, como Rússia, Hong Kong e países do Oriente Médio. Assim, o Brasil conseguiu, no ano passado, vender US$ 3,86 bilhões em carne bovina in natura, aumento de 27% sobre 2009.
Embora os custos de produção tenham aumentado cerca de 21% durante 2010, o preço da arroba do boi sofreu valorização de 40%, recuperando a margem de lucro do produtor. Na comparação entre o mês de janeiro dos últimos anos, o valor da arroba passou de R$ 74,24 no início de 2008 para R$ 80,81 em 2009, R$ 75,09 no ano passado e R$ 101,85 em 2011.
Para melhorar a imagem ainda desgastada do sistema produtivo brasileiro no mundo, principalmente em mercados como Oceania e Ásia - fechados para a carne bovina in natura brasileira por conta de o país ter áreas não reconhecidas internacionalmente como livres de febre aftosa com vacinação -, os representantes do setor estão apostando no Congresso Internacional da Carne, marcado para os dias 8 e 9 de junho em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
O estado, segundo maior produtor nacional de gado, obteve, na semana passada, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o status de livre de aftosa com vacinação para a área na fronteira com o Paraguai e a Bolívia, a única de seu território que ainda não tinha o reconhecimento. Durante o congresso internacional, os participantes devem visitar propriedades pecuárias e conhecer melhor o sistema de criação de gado no país.
Fonte: Globo Rural
A União Europeia vem retomando lentamente as compras de carne bovina in natura brasileira, produto que sofreu embargo, no início de 2008, por inadequações no sistema nacional de rastreabilidade do gado. A diminuição drástica das exportações para o bloco econômico, no entanto, está sendo compensada pelo crescimento de mercados que importam carnes menos nobres, a um preço menor, como Rússia, Hong Kong e países do Oriente Médio. Assim, o Brasil conseguiu, no ano passado, vender US$ 3,86 bilhões em carne bovina in natura, aumento de 27% sobre 2009.
Embora os custos de produção tenham aumentado cerca de 21% durante 2010, o preço da arroba do boi sofreu valorização de 40%, recuperando a margem de lucro do produtor. Na comparação entre o mês de janeiro dos últimos anos, o valor da arroba passou de R$ 74,24 no início de 2008 para R$ 80,81 em 2009, R$ 75,09 no ano passado e R$ 101,85 em 2011.
Para melhorar a imagem ainda desgastada do sistema produtivo brasileiro no mundo, principalmente em mercados como Oceania e Ásia - fechados para a carne bovina in natura brasileira por conta de o país ter áreas não reconhecidas internacionalmente como livres de febre aftosa com vacinação -, os representantes do setor estão apostando no Congresso Internacional da Carne, marcado para os dias 8 e 9 de junho em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
O estado, segundo maior produtor nacional de gado, obteve, na semana passada, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o status de livre de aftosa com vacinação para a área na fronteira com o Paraguai e a Bolívia, a única de seu território que ainda não tinha o reconhecimento. Durante o congresso internacional, os participantes devem visitar propriedades pecuárias e conhecer melhor o sistema de criação de gado no país.
Fonte: Globo Rural
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Tratamento de madeira para cerca
O que é necessário para tratar o eucalipto?
Qual a utilidade dos tambores?
Num tambor, a solução será preparada e armazenada para ser usada quando necessário.
No outro tambor, serão colocados os palanques e depois a solução preservadora, quando estiver preparada.
Como deve ser o preparo da solução?
Primeiramente, colocar em um dos tambores 100 litros de água aos quais serão adicionados os três produtos químicos descritos, um por vez. Porém, cada um dos produtos deve ser previamente diluído no balde com 5 a 6 litros de água e somente então pode ser transferido para o tambor da solução. Após a colocação de cada produto no tambor de 100 litros, a solução deve ser agitada para total diluição.
Deve-se adicionar inicialmente o ácido acético e depois os outros produtos.
Como preparar a madeira para receber o tratamento?
Quais os procedimentos do tratamento?
Para facilitar o manuseio das madeiras, que serão colocadas do tambor vazio, enterrar, se possível, esse tambor uns dois terços de sua altura.
O que fazer com a solução que restou do tambor reserva?
A seiva que se encontra dentro dos vasos da madeira vai se evaporando pelo topo dos palanques. A solução preservadora vai sendo sugada por essa madeira de baixo para cima e vai ocupando os espaços no interior dos seus vasos, substituindo a seiva. Com isso, o nível da solução do tambor com as madeiras vai baixando e necessita ser completado, diariamente, garantindo a altura mínima de 60cm. Entretanto, antes de colocar a solução no tambor das madeiras, é importante lembrar que deve-se agitá-la para misturar bem.
Em quanto tempo a madeira estará pronta?
Sete dias após o início do tratamento, o nível da solução estará estável e os palanques exibirão uma coloração escura que, depois de seca, ficará esverdeada. Então, os palanques devem ser virados de pé para cima e ponta para dentro do tambor, permanecendo, assim, por mais três dias.
Após esses três dias, devem-se retirar as madeiras e empilhá-las para secar à sombra por um período de 25 a 30 dias, podendo, então, os palanques ser enterrados. É preferível que os furos e os entalhes sejam feitos antes do tratamento.
Qual o custo desse tratamento?
Considerando-se apenas os preços dos produtos químicos, o tratamento para cada palanque ou moirão de aproximadamente 12cm de diâmetro por 2,20 metros de altura custará por volta de R$ 2,00.
Lembretes importantes:
1-No verão, caso apareçam traças furando a madeira já tratada (orifício de postura), devem-se adicionar, nos próximos tratamentos, 30ml de inseticida piretróide (Decis 25 ou Buldok) à solução preservadora.
2- Os produtos utilizados no tratamento são tóxicos e requerem o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), como capa plástica com protetor de cabeça, luvas de borracha nitrílica de mangas longas, botas de borrachas.
Fonte: Rural pecuária, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral
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